Segundo informações publicada na Folha de São Paulo, parte dos  200 mil rolos que ocupam a sede da Cinemateca Brasileira, na Vila Clementino, ganharão novo  espaço.

Marcelo Justo/Folhapress
Latas de filmes chegam ao novo prédio da Cinemateca Brasileira
Latas de filmes chegam ao novo prédio da Cinemateca Brasileira

Os rolos de filmes serão transportados em carros refrigerados até o galpão da Vila Leopoldina,  onde permacerão em uma antecâmara, para não sofrer choques térmicos.

Uma vez adaptados, os rolos serão alocados em   duas câmeras refrigeradas a 5ºC. Hoje, eles estão armazenados sob 12ºC ou 15ºC.

“Nossos depósitos estavam chegando ao limite”, diz Carlos Magalhães, diretor da Cinemateca Brasileira. “Com o novo espaço, cresce em 25% a capacidade de armazenamento. Além da expansão natural e necessária, vai permitir a separação do acervo.”

A  inauguração do novo  espaço, representa muito para a  Cinemateca, que nasceu como  um clube de cinema em 1940, e sempre passou por grandes dificuldades, refletindo a realidade nacional, quando o assunto é cultura.

O espaço situado  em Vila Clementino  foi inaugurado em 1992- nem por isto deixou de passar por grandes dificuldades na busca por condições ideais para abrigar a memoria do cinema nacional.

“Quando chegamos aqui, só corríamos atrás do prejuízo, salvando filmes que estavam desaparecendo”, diz Maria Dora Mourão, presidente da Associação da Amigos da Cinemateca. “Agora, finalmente, conseguimos pensar em preservação.”

Além de funcionar como reserva técnica, o novo espaço vai abrigar, futuramente, um museu do cinema.

Em três meses, será aberta uma oficina de manutenção de equipamentos que o mercado já não usa, mas que, para a cinemateca, são essenciais, como a moviola.

“Os velhos técnicos vão formar novos técnicos”, diz Magalhães. Tudo o que for reformado vai compor o museu destinado a contar a evolução técnica da atividade.

Fruto de uma parceria entre  o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a prefeitura de São Paulo.

Um problema: está numa região martirizada por alagamentos. “Por precaução, os filmes vão ficar no mezanino”, avisa Magalhães.

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